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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

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Vassalagem

por Amato, em 05.07.16

João Miguel Tavares escreveu hoje no Público um pequeno artigo de opinião em quatro pontos com o jocoso tom que é seu apanágio e que é uma espécie de disfarce esfarrapado de prepotência de oratória e de putativa superioridade moral. Não sei o que confere a João Miguel Tavares tal putativa superioridade. Sobre o seu currículo poderia escrever, com efeito, algo de semelhante ao que escrevi aqui sobre um seu “colega”.

 

O artigo é um atestado passado pelo próprio a si mesmo da sua completa e insanável vassalagem intelectual. Apenas alguém que não seja mais que um porta-voz de outrem, concretamente da burguesia reinante, poderá ser capaz de colocar o seu nome num texto que procura advogar que os resultados da ação do governo anterior não são culpa do governo anterior, mas sim do atual. Em bom rigor, será um caso de completa vassalagem intelectual ou de completa debilidade mental. Tanto uma como outra são igualmente justificativas.

 

http://www.studenthandouts.com/01-Web-Pages/2013-07/vassal-paying-homage.jpg

 

Mas voltemos ao texto e foquemo-nos no “ponto um”. Não é o primeiro ponto, é o “ponto um” — o que resulta, desde logo, divertido. Da leitura do dito apenas se pode concluir o seguinte: as eleições legislativas nunca deveriam ter ocorrido em Portugal para bem do país, pois, ainda que houvesse garantia de vitória da PaF para tranquilizar os “investidores”, a governação de Passos, Portas, Maria Luís e afins foi severa e irremediavelmente afetada pela campanha e pré-campanha eleitorais. Em suma, se não tivessem ocorrido eleições, o país estaria por esta hora a bater-se taco-a-taco com a Alemanha pela liderança do crescimento económico na zona euro.

 

É isto. Não é necessário dizer mais nada.

 

Ao mesmo tempo, a direita rejubila com a possibilidade de sanções ao nosso país, exulta com cada ameaça que nos é endereçada. Sublinhe-se, neste particular, a tão graciosa quão hipócrita carta de Assunção Cristas a Juncker a ensaiar uma espécie de pedido pouco convincente para que não sejam aplicadas tais sanções por défice excessivo a Portugal. Pela frente, magnificada pela comunicação social, a direita veste-se de virgem piedosa; por trás, em sede do Partido Popular Europeu, alimenta as pressões mais infames ao nosso país. A direita não olha a meios para atingir os seus fins, que são os propósitos da burguesia que serve e à qual presta vassalagem.

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Amato

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