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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

Se eu fosse a Rosa Mota, exigiria que retirassem o meu nome do pavilhão

por Amato, em 01.11.19

O ano era 1984. A revolução fazia uns escassos dez anos de vida e parecia que a esperança que trouxera já se havia desvanecido por entre duas visitas do FMI ao país, nos anos de 77 e, mais recentemente, de 83, acompanhadas dos mais agrestes tempos de profunda carestia. O leite em pó para o bebé levava quase todo o salário em escudos no início do mês e o que sobrevava fazia dos dias que faltavam duros e penosos.

 

O ano era 1984. A cidade, Los Angeles, nos Estados Unidos da América. Carlos Lopes, cruzava a meta da maratona dos jogos Olímpicos em primeiro lugar, garantindo a primeira medalha de ouro de sempre na história do nosso país e enchia os corações dos portugueses de uma substância da qual julgávamos não sermos merecedores: orgulho. Nesse mesmo ano e nessa mesma prova, uma atleta baixa e franzina, de seu nome Rosa Maria Correia dos Santos Mota, cruzava a meta da maratona dos Jogos Olímpicos em terceiro lugar, garantindo a medalha de bronze na competição feminina.

 

Passaram-se quatro anos até ao próximo evento olímpico. Durante esses quatro anos muita coisa começou a mudar no nosso país, que aderiria à então Comunidade Económica Europeia em 86. Os fundos pelos quais vendemos a nossa autonomia e soberania começaram a fazer o país arrancar, mas ainda era cedo em 88. Havia passado pouco tempo. Ainda era cedo. A cidade, desta feita, era Seul, na Coreia do Sul. Rosa Mota viria a conquistar o seu ouro na maratona e a imortalizar o seu nome na nossa história e na memória dos portugueses que ainda resistem dessa altura.

 

No Porto, cidade que a acolheu, decidiram homenageá-la dando o seu nome a um pavilhão para o hóquei. Foi uma homenagem parca. Rosa Mota merecia o seu nome num estádio dedicado ao atletismo para o apoio à formação de novos valores no país e não num pavilhão dedicado a modalidades desportivas que nada tinham que ver consigo. Mas neste país o dinheiro não é canalizado para coisas desse género, nem o objetivo do desporto é exatamente esse, sabemo-lo bem. Vale mais apoiar o sórdido negócio do futebol e das lavagens de dinheiro na compra e venda de jogadores dos quatro cantos do mundo que pouca ou nenhuma ligação têm ao nosso país e às nossas regiões. De qualquer modo foi exatamente isso que foi feito e o anteriormente chamado de Pavilhão dos Desportos, e que havia constituído justificação para a demolição do lindíssimo Palácio de Cristal, passaria a chamar-se, desde 91, de Pavilhão Rosa Mota.

 

Com a passagem do tempo, a referida estrutura rapidamente caiu numa situação de negligência e descuido, no que à sua manutenção diz respeito, e chegou aos dias de hoje numa situação lamentável, incapaz de prestar serventia para o objetivo com que foi concebida ou, até, para qualquer outro que se lhe quisesse adequar.

 

Incapaz, ao que consta, de recuperar o edifício, a autarquia delegou em privados para o fazerem a troco do naming do edifício. O nome de Rosa Mota ainda lá está, bem entendido, mas em letras tão minúsculas, sobretudo se comparadas com as garrafais “Super Bock Arena”, que mal se distinguem. Rosa Mota não gostou do quadro, principalmente por lhe terem proposto a coisa ao contrário, com maquete e tudo, ou seja, “Pavilhão Rosa Mota” em letras garrafais e “Super Bock Arena” em letras pequenas. Como direi? É mais que um desrespeito: é uma baixeza, é uma canalhice. Se eu fosse a Rosa Mota, exigiria que retirassem o meu nome do pavilhão. Era só isso. A dignidade das pessoas vale mais do que qualquer coisa, não tem preço.

 

Este caso mostra como os tempos mudam e como as massas perdem a sua memória histórica. Não existe isso de memória de um povo. Isso é coisa de livro de história e livros ninguém lê. E como não há app para isso, as novas gerações nem conhecem a Rosa Mota ao passo que da Super Bock são incondicionais fãs. No meio de todo este processo, acho estranho que a segunda maior autarquia do país não disponha de meios para manter ou recuperar as suas estruturas essenciais e acho que mais gente devia de achar isto estranho. Acho também que esta é mais uma parceria público-privada da qual conheceremos o verdadeiro alcance daqui a alguns anos, não agora. Guardarei este pensamento na gaveta para quando for útil. E acho que o caráter das pessoas é daquelas coisas que não vale a pena falar muito, não vale a pena a indignação e a fúria. Basta-nos sentar e esperar. O que é desprezível, abjeto e ignóbil acaba sempre por se revelar aos olhos de todos.

Populismo, volver!

por Amato, em 30.05.17

Há uns tempos escrevi umas linhas pouco elogiosas para com as escolhas autárquicas do PCP na zona norte. Não retiro o que quer que seja ao que escrevi. Pelo contrário, se tivesse que refazer o artigo, este seria, provavelmente, ainda mais acintoso.

 

Acontece que, a talhe de foice, quando vinha agora mesmo de carro pelas ruas da cidade, passei pelo cartaz do Bloco de Esquerda com o seu candidato à Câmara Municipal do Porto... João Semedo...

 

João Semedo?!

 

É a sério?

 

Já tinha passado por aquele cartaz pelo menos uma dezena de vezes, mas, subconscientemente, deduzi que fosse um cartaz antigo, queimado pelo sol a um canto, deduzi que fosse um engano, uma partida qualquer da minha mente. Mas não era. João Semedo é mesmo o candidato do Bloco de Esquerda à Câmara Municipal do Porto.

 

Independentemente do valor de João Semedo — que é muito, enfatize-se este facto —, escolher uma pessoa doente, sem laringe e sem cordas vocais, para candidato à Câmara do Porto, parece-me politicamente indecente. Na minha opinião, isto ultrapassa todos os limites do populismo, incluindo todos os “Sá Fernandes” que o Bloco já experimentou e continua a experimentar para crescer no plano autárquico.

 

Mas, enfim... às vezes penso que já não consigo distinguir qualquer tipo de valor emergente, qualquer conceito, qualquer vértebra saliente de caráter nesta sociedade em que habito. Tudo o que tomava por anormal já não o é, até é natural, e o inverso também se aplica.

Donzela de dia, meretriz de noite

por Amato, em 14.05.17

O que mais me revolta na humanidade é a hipocrisia, a dissimulação, a farsa, a imposturice. O que mais me revolta é a tentativa em fazer-me crer em algo que não é, com o singular propósito em daí extrair algum tipo de vantagem.

 

Na última semana, antes da visita do Papa a Fátima, uma das notícias mais destacadas, a mais destacada na região norte, sem dúvida, foi o desentendimento entre Rui Moreira, o atual Presidente da Câmara do Porto e o PS, que acabou com o primeiro a rejeitar ou prescindir do apoio do segundo à sua candidatura para um segundo mandato à frente da Câmara. Esse apoio seria de todo em todo natural, já que Rui Moreira tem governado a cidade desde o primeiro dia com o apoio declarado, assumido e formalíssimo do PS e dos seus vereadores. A razão para o desentendimento teriam sido as pressões do PS para incluir determinados nomes nas listas da candidatura de Moreira, o que poria em causa a independência da mesma e que teriam sido consubstanciadas nas declarações públicas da secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes. Rui Moreira chega mesmo a dizer que, na sua candidatura, os lugares são atribuídos apenas pela competência das pessoas e não por qualquer outro tipo de razão.

 

Porque eu sei que esta intrujice imunda passa para as pessoas e que muitas delas a aceitam assim mesmo sem pensar, vou dedicar o resto deste post para tentar desmascarar esta farsa.

 

Vou começar pelo fim. Se Rui Moreira apenas escolhe as pessoas do seu movimento pela competência, porque governou ao lado do PS durante estes quatro anos? Em particular, porque é que escolheu para seu braço direito e lhe atribuiu importantes pelouros um personagem como Manuel Pizarro, um puro aparelhista do PS e um perfeito incapaz fora desse estrito contexto?

 

Em segundo lugar, escolher a palavra independência para a defesa da candidatura de Rui Moreira é mais que uma mentira: chega a ser uma infâmia, um insulto! Rui Moreira é independente porque não tem filiação partidária? É isso?! Só quem não quer é que não sabe, porque é público, que a candidatura de Rui Moreira foi pensada por Paulo Portas, corria o ano de 2012, em reuniões com militantes do CDS nas quais Rui Moreira esteve presente. A candidatura de Rui Moreira, apresentada trapaceiramente como independente, foi apoiada formalmente, desde o primeiro momento, pelo CDS e, informalmente, por setores do PSD que, na altura, se opunham à candidatura de Luís Filipe Menezes à Câmara do Porto. Toda a gente sabe disto. Toda a gente sabe que Rui Moreira, não sendo militante do CDS, sempre foi íntimo desse partido e que frequentava (e frequenta...) as suas reuniões.

 

Porquê esta farsa? Porquê o embuste? Ah, é para se dizer de independente, porque está na moda e porque fica bem, as pessoas gostam, principalmente os idiotas úteis apartidários que se reproduzem como coelhos na nossa sociedade.

 

Chego deste modo ao último ponto ainda com esta dúvida no ar: qual a razão para este desaguisado entre Moreira e o PS, afinal? As declarações de Ana Catarina Mendes são, parece-me, de todo em todo expectáveis e naturais: se o PS apoia oficialmente a candidatura de Moreira à Câmara, é natural que festeje a sua vitória e que a interprete como também sua e também é natural que esteja representado na composição da lista de Moreira. Estranho seria o contrário. O problema, especulo eu, é que a lista em preparação de Moreira já deve ter os seus lugares bem atribuídos entre gente do CDS e “independentes”, como o próprio Moreira, afetuosos ao CDS ou ao próprio PSD. E, na verdade, sobretudo nesta fase de crispação política entre a antiga PaF e a nova Geringonça, Rui Moreira não quererá ver a sua candidatura “independente” como putativa plataforma de entendimentos entre PSD, CDS e o PS. Imagine-se: a candidatura de Moreira apresentar-se a eleições — como o foi até à semana passada — como uma pândega, vitoriosa por antecipação, entre CDS, PSD e PS!

 

É a candidatura “independente” de Rui Moreira, transparente e cristalina aos olhos de todos: pela frente, durante o dia, uma donzela impoluta, independente, que não se mistura com ninguém, dona apenas dos mais nobres preceitos de caráter; por trás, de noite, uma mulher da vida, uma meretriz que a todos se dá pela troca de favores e pela conquista de poder. Perdão, a todos exceto a CDU, cujos vereadores são a única força que resiste e que denuncia a patranha no seio da autarquia.

Sobre os Le Pens e os Macrons

por Amato, em 10.05.17

A fórmula mais eficaz para enganar o povo é fazê-lo crer numa sociedade a preto e branco, dividida entre bons e maus. Para ser bem sucedida, essa simplificação centra-se em um ou dois aspectos, no máximo, considerados como fundamentais e é bombardeada pelos media a todas as horas e a todos os minutos do dia até que o povo ceda, nem que por cansaço, até que deixe de questionar a formulação apresentada para apenas prosseguir a sua vida sem conflitos internos com a voz dominante.

 

http://static.diary.ru/userdir/1/8/7/0/1870468/59479782.jpg

 

A minha opinião é que nos preocupamos demasiado com Le Pens, quais demónios encarnados em figura de gente, e muito pouco com Macrons, os que se opõem ao mal e, portanto, os bons. Enquanto isso, os Macrons vão trilhando a sua ação política de desregulação das sociedades, de desequilíbrio económico, de favorecimento de classe — a banca, a alta finança, os donos dos grandes grupos económicos, os capitalistas, a burguesia —, e conduzindo essas mesmas sociedades a pontos de rotura, já sem qualquer vislumbre nem de pátria, nem de nação, nem de coisa nenhuma. Os Le Pens são consequência dos Macrons e não o contrário. Se consideram que o primeiro é o mal e o segundo é o bem, é bom que pensem melhor.

 

Mas é mais fácil pensar assim, admito. Este pensar entretém por mais um tempo. Os exploradores e os explorados permanecem explorados e explorados. Há uma ira que vai fermentando por debaixo deste pensar, é certo, mas nos entretantos, enquanto não rebentar a bolha que se vai formando, esta sociedade burguesa vai continuando o seu caminho.

 

Em Portugal assiste-se a fenómenos parecidos todos os dias. Por um lado, enojamo-nos — e bem! — com qualquer coisa que soe a fascismo declarado. Por outro, batemos palmas ao personagem que, por ora, vai ocupando os Paços do Concelho do Porto, fazendo a apologia de ditaduras para pôr o país em ordem. Rui Moreira gosta, aliás, de proferir os maiores disparates histórico-políticos nas palestras para as quais é convidado amiúde. Não sabe mais, compreenda-se. Todavia, as plateias aplaudem-no. Diz que podemos precisar de ditaduras “para termos a nossa soberania económica, na segurança”. Diz que espera que não seja assim mas... o país pode querer aquilo, refere, do alto da sua sapiência, não deixando de fazer objetivamente um elogio aos méritos que, segundo ele, o sistema tem. Diz ele, também, que uma solução para as sociedades é passarmos a ter democracias diretas em que todas as pessoas votariam através de uma app de um telemóvel, como se estivessem a jogar Pokemon Go. E as pessoas aplaudem! Profere ainda outras frases de igual estirpe, mas estas que selecionei são realmente impressionantes. É inenarrável a decadência, a mediocridade intelectual do personagem, mas ainda mais grotesco é ver aquela plateia de alunos e professores do ensino superior a aplaudir estas alarvidades como se não dispusessem de mais do que um neurónio para raciocinar.

 

As pessoas aplaudem, é um facto. Depois de ser reeleito para a Câmara Municipal do Porto, vê-lo-emos, Rui Moreira, a tentar uma cadeira do poder central e é provável que consiga. As pessoas aplaudem-no, não se esqueçam! E prestem atenção: Rui Moreira não é um Le Pen, é um Macron.

 

Os ditadores não são os Le Pens, acreditem. Estes raramente chegam ao poder. Os ditadores são os Macrons e vão a votos e ganham. E são aplaudidos.

"Como não sou mulher, não me preocupa"

por Amato, em 26.04.17

entrevista que saiu hoje no Público a Rui Moreira é muito boa. Aliás, aproveito para saudar os jornalistas envolvidos, Manuel Carvalho e David Dinis, dois nomes que já critiquei neste blog, pela qualidade das perguntas endereçadas a Rui Moreira. Outras ficaram, seguramente, por fazer, mas algumas das que foram feitas foram de natureza absolutamente preciosa. Refiro-me particularmente à parte relativa ao escandaloso caso Selminho.

 

Por que afirmo isto? Porque tiveram o condão de desvendar a natureza do caráter de Rui Moreira para qualquer leitor minimamente atento. A entrevista merece ser lida com atenção para se poder perceber bem alguns dos meandros deste caso. Destaco, contudo, os seguintes trechos.

 

Público: Há três nomeados para esse Tribunal Arbitral. De um lado está a Câmara a que Rui Moreira preside, do outro lado está a empresa de que Rui Moreira é accionista e há um terceiro elemento estabelecido por comum acordo entre a Câmara a que Rui Moreira preside e a empresa da qual Rui Moreira é accionista. Não é, politicamente falando, uma formulação que o expõe a qualquer acordo que saia desse tribunal?

Rui Moreira: Não, como não intervenho no processo, não serei eu… (...)

 

Note-se como se fazem as vigarices neste país. Como é possível que se possa resolver um diferendo desta natureza desta forma?! Como pode um tribunal autorizar uma tal solução?! Como é possível que Rui Moreira não sinta um pingo vergonha ou embaraço por esta situação?!

 

Público: (...) Não receia que o princípio da mulher de César lhe dificulte a campanha?

Rui Moreira: Como não sou mulher, não me preocupa. (...)

 

A resposta continua, é certo, mas esta primeira frase atesta a arrogância do personagem. Como não é mulher, não o preocupa. Porque no seu entender o dito popular apenas é aplicável ao outro género.

 

Fico-me por aqui. O povo escolhe os seus representantes conforme bem entende. Normalmente, escolhe-os à sua imagem e semelhança. Não tenho dúvidas de que Rui Moreira vencerá as próximas autárquicas, facto que lamento profundamente por antecipação. É que não me sinto bem por saber que uma autarquia, ainda que não a minha, tenha um indivíduo desta estirpe de caráter na sua presidência.

 

O caso Selminho não é grave, porque o caso Selminho é evidente, não dá para esconder. Graves serão todos os outros casos tratados de modo semelhante, todos os casos de promiscuidade sórdida entre o poder local e os interesses económicos privados — de alguns já vamos ouvindo notas soltas aqui e ali —, casos de que teremos conhecimento, seguramente, quando Rui Moreira estiver já longe do Porto, talvez nalgum governo do país.

Uma questão de economicismo relativamente à iluminação pública?

por Amato, em 02.02.17

Todos os dias de manhã assisto ao desligar das luzes da cidade do Porto. Hoje foram desligadas vinte e oito minutos depois das sete. A cada dia que passa a hora é atrasada um pouco devido ao facto de amanhecer cada vez mais cedo.

 

Acontece que a hora em que a iluminação pública é desligada é incrivelmente desajustada. Com efeito, quando as luzes são apagadas, a cidade fica completamente envolta num breu, sem vislumbre de sol, e eu e as pessoas que, como eu, se deslocam para o trabalho a essa hora têm que o fazer sob noite fechada. O percurso torna-se um pouco perigoso, sobretudo em dias com condições atmosféricas adversas.

 

Tenho observado o facto ao longo deste inverno e não encontro explicação para o mesmo. Será um mero erro de programação? Será uma questão de economicismo?

Selminho, quo vadis?

por Amato, em 02.10.16

Lembram-se do caso Rui Moreira e da imobiliária Selminho? Não? Pois claro que não, é uma história que não tem muito interesse e, por conseguinte, não tem honras de primeiras páginas. Não interessa muito que a imobiliária da família do atual presidente da Câmara do Porto tenha lucrado num acordo com a Câmara que envolve alterações ao Plano Diretor Municipal e a construção em terreno rústico sobre proteção ambiental. Não, não interessa nada.

 

Trata-se, sem mais nem menos, da tal aura de santidade política sobre a qual escrevi há uns meses. Também não há problema porque Rui Moreira veio logo para os jornais indignado, como aliás é timbre de um homem sério, dizer que era tudo uma infâmia e uma conspiração dos comunistas, dos três que fazem questão de o arreliar na Assembleia Municipal — isto da democracia é um tédio! —, referindo que nada tinha tido que ver com o processo e que até passou uma procuração para que fossem os advogados da Câmara a tratar do assunto.

 

Para memória futura fica este registo. Tal procuração desapareceu dos processos e, à hora a que escrevo, parece que se encontra em parte incerta.

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