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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

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Ainda sobre os colégios privados

por Amato, em 27.05.16
  1. Escrevo este post ainda sobre esta temática asquerosa porque a asquerosa temática persiste em inundar a ordem do dia, não obstante não possuir um pingo de sustentabilidade lógica ou de legitimidade.

 

  1. Noto, com sentimento de profunda repulsa, o facto que concorre para o anterior de que diversos pivots/jornalistas da televisão pública e privada se associarem de modo mais ou menos não declarado a tão absurda contenda usando blusas ou gravatas de cor amarela.

 

  1. O movimento dos colégios privados acha bem fazer uso de jovens e crianças nas suas manifestações.

 

  1. Alguns encarregados de educação já denunciaram que os seus filhos são obrigados a participar das encenações e que perdem aulas por causa da fantochada.

 

  1. Com o ponto (3.) e com o ponto (4.) ninguém parece verdadeiramente importar-se.

 

  1. Ao contrário do que se diz, é importante sublinhar que as condições materiais e estruturais dos colégios privados são, em regra, muitíssimo piores do que nos estabelecimentos públicos.

 

  1. Muita gente mostra-se preocupada com o futuro de professores e funcionários dos colégios privados.

 

  1. Coincidentemente, nunca se preocuparam com a legião de professores que foram afastados do ensino público no início desta crise.

 

  1. Uma nota: foram muitos, muitos mais, do que estes de que agora se fala.

 

  1. Também ninguém se preocupa com as condições laborais dos trabalhadores dos colégios privados.

 

  1. Na maior parte dos casos, os vencimentos são inferiores e os vínculos precários.

 

  1. Os colégios privados preparam agora uma enorme manifestação em frente ao parlamento.

 

  1. Diz-se que já estão a fretar camionetas.

 

  1. Parece que o ato de fretar camionetas, na cabeça de muita gente, só é indecente nas manifestações dos sindicatos.

 

  1. Esperemos para ver a atuação da polícia de intervenção nesta manifestação, sempre tão lesta para aplicar bastonadas em manifestações pacíficas e ordeiras de trabalhadores a lutarem pelos seus direitos.

 

  1. Esperemos — acima de tudo! — que o primeiro-ministro não vacile face ao lobby, face ao irracional, face ao disparate.

 

  1. Não ponho as mãos no fogo pelo número anterior (16.).

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Amato

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