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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

O objetivo que se segue

por Amato, em 01.09.15

Quando olhamos para a governação do país a que chamamos de Portugal verificamos que, não obstante diferenças estilísticas promotoras de uma maquilhagem mais ou menos apelativa, as diretivas políticas nas mais diversas áreas são essencialmente as mesmas independentemente dos partidos do chamado arco da governação que assumem circunstancialmente as rédeas do país. Isto é um facto nos domínios da saúde, da educação e da segurança social, por exemplo. Em boa verdade, a governação de cada uma destas áreas não verificou qualquer recuo, qualquer cambio de orientação, antes pelo contrário. Desde o primeiro governo democraticamente eleito até ao último, este que terminará funções num par de meses, que a governação foi sempre orientada para a diminuição das responsabilidades do estado e para a canalização de recursos públicos para o setor privado. Este processo não foi conduzido de uma vez só. Antes, por etapas sólidas, como passos seguros e que, até ao momento, não conheceram reversão.

 

Serve isto como um desmascarar da falsa alternância no poder que o nosso país assiste e promove eleição após eleição. No que realmente importa, naquilo que é estrutural para o cidadão português, PS e PSD estão e estarão sempre de acordo com maior ou menor ruído. O ruído não é mais que um foguetório novelístico para encher os jornais de discussão pueril e cuja serventia se reduz a uma tentativa funesta de enganar os mais inexperientes ou os mais incautos.

 

Traz-nos o discurso, deste modo, ao último objetivo desta quadrilha governativa: o último prego no desmantelamento da segurança social em Portugal. É trivial que este objetivo nunca poderia aparecer desta forma anunciado. Antes, aparece com o nome de plafonamento das reformas e pensões. Note-se que este objetivo aparece tanto no programa do PS como no programa da coligação governativa. Tanto uns como outros partilham do mesmo objetivo.

 

O sistema de pensões e reformas é um sistema solidário em que as maiores carreiras contributivas sustentam as menores, as mais baixas. O estabelecer de um teto para as carreiras contributivas fere de morte a lógica do sistema. Com efeito, para a sustentabilidade do nosso sistema seriam bem vindas mais carreiras contributivas elevadas e não o contrário que é o que se pretende fazer. Por outro lado e não fugindo à regra de governação que preside aos partidos do arco do poder, o estabelecimento deste teto significa uma transferência enorme de recursos, dos recursos que sustentam a segurança social, para o setor privado, nomeadamente através de fundos de investimento.

 

O exemplo apresentado é paradigmático do que é a alternância PS - PSD no desgoverno de Portugal. Amanhã, isto é, nas próximas eleições, prosseguem as cenas do próximo capítulo.

http://img01.deviantart.net/8795/i/2003/12/e/e/handshake.jpg

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