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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

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Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

Marcelismo da era moderna: a transformação silenciosa do sistema

por Amato, em 10.11.17

A cada aparição despropositada do Presidente da República, seja nos hospitais por causa da legionella, seja nas barragens a propósito da seca, seja nas localidades vítimas dos incêndios, Marcelo parece que diz: “Estes tipos — os do governo, os das instituições públicas, os médicos e os bombeiros — não são de fiar para fazer o que é preciso, mas não se preocupem, o Presidente está aqui para tomar conta do acontecimento. Se houver problema, a culpa é deles, mas estarei aqui para apontar o dedo.”

 

Bem vistas as coisas, o papel a que o Presidente se presta é de todo em todo indecente. Ao mesmo tempo que apoia o governo, tudo faz para o relegar para um plano secundário a roçar o desprezível. Faz tudo parte do plano de Marcelo: uma transformação silenciosa do sistema, que visa instituir um regime presidencialista, ainda que informal — até ver! —, no país. Depois dos ignóbeis cavaquismo, socratismo e passismo, quem diria que viria um marcelismo da era moderna tomar conta de Portugal, a reavivar o fantasma do padrinho do Presidente, o último ditador fascista assumido deste país?

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