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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

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A trágica simbologia da escolha de Macedo

por Amato, em 04.12.16

A escolha de Paulo Macedo para a gestão da Caixa Geral de Depósitos é como que a última cena desta fantochada de governo. Não é que Paulo Macedo seja de uma estirpe diferente da de António Domingues. Não. Vêm os dois do mesmo lugar. São feitos da mesma matéria ideológica. A figura de Paulo Macedo é, todavia, tragicamente simbólica. É que Paulo Macedo foi um dos rostos do governo anterior e, agora, aparece como que vindo em auxílio de António Costa, como uma figura surpreendentemente consensual pela sua superior competência.

 

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Abro aqui um parênteses para sublinhar este ponto. Há gente neste país que parece deter um certo tipo de competências, de natureza mística, talvez, que lhes permite atuar superiormente em toda e qualquer área da sociedade, seja ela qual for. É curioso e, na minha opinião, revelador do provincianismo e da ignorância que medram por entre o povo, o povo que a tudo isto assiste abanando, ora positivamente, ora negativamente, com a cabeça. É este precisamente o caso de Paulo Macedo que tanto atua na banca, como na saúde, como no mundo empresarial em geral, com índices de aceitação e de sucesso espantosos. Serve este exemplo, como outros, para construir uma certa imagética de liderança, uma certa personalidade de líder, que qualquer um que governe deva assumir, porque para bem governar há apenas uma receita que é a anterior e mais nenhuma.

 

É simbólico, portanto, sinistramente simbólico, como um dos mais emblemáticos ministros do anterior governo, do governo da austeridade — e Macedo soube aplicar muito bem a sua dose de austeridade pelos hospitais e centros de saúde de Portugal, como bem mandado servil desse governo que foi — seja agora o bombeiro de serviço deste novo governo, autoproclamado de anti-austeridade, no que diz respeito à questão que presentemente a todos preocupa da Caixa Geral de Depósitos.

 

Deixo aqui a seguinte interrogação: quem será o próximo bombeiro de António Costa? Vítor Gaspar? Acho que era de dar uma nova oportunidade ao homem, ele que até já reconheceu que falhou com a austeridade e com o “enorme aumento de impostos”.

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