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Porto de Amato

Porto de Amato, porto de abrigo do filho de Héracles

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A falácia do "novo mercado de trabalho"

por Amato, em 20.02.18

Ontem de manhã ouvia uma tal de Manuela Ferreira Leite falar na rádio. Entoava uma ladainha morna e rouca sobre o código de trabalho. “O trabalho de hoje em dia não é como antigamente”, dizia, “é dinâmico, as pessoas trabalham à tarefa e a partir de casa”. “O código de trabalho tem que refletir este dinamismo”, este “novo mercado de trabalho” que existe.

 

Sobre este assunto e sobre esta argumentação queria expressar duas notas breves.

 

A primeira é que, invariavelmente, é-nos impingida a falácia de que o trabalho com direitos e com regras é coisa velha e antiga ao passo que o trabalho desregulado e liberalizado é coisa genuinamente nova. Não há nada de mais rigorosamente falso. Antes da revolução, portanto, há coisa de quarenta e quatro anos, amontoavam-se os camponeses, todos os dias, nas chamadas praças de jorna, à espera que o capataz os viesse buscar para trabalhar ao dia. Todos os dias repetia-se a mesma cena. Não havia fixação de salários, não havia horários de trabalho, não havia direitos. Repare-se que estamos a falar de um tempo muito próximo, de um passado muito recente, mas que o discurso da gente da estirpe de Manuela Ferreira Leite faz parecer distante e a nossa memória coletiva de peixe de aquário também promove esta ideia.

 

O natural desde sempre na história do Homem é o trabalho sem direitos, é o trabalho liberalizado. O trabalho com direitos e estabilidade é uma exceção que foi muito recente e, malogradamente, efémera.

 

A segunda nota que queria deixar é a seguinte. A necessidade de estabilidade e de segurança é uma das necessidades hierarquicamente mais importantes para o ser humano. Segurança no trabalho, como na habitação, como na alimentação, segurança física e segurança emocional, são condições fundamentais para a felicidade do ser humano, já dizia Maslow. Pensar que, apenas porque hoje em dia usamos computadores mais avançados, tablets e smartphones, essa necessidade deixou, por artes mágicas, de existir, é, mais que uma ilusão, um engodo. O truque para perceber bem isto é pensar em nós próprios, no que queremos e não no que queremos para os outros.

 

O que acontece é algo diferente. As gerações estão a estupidificar-se naquilo a que chamaria de celebração da juventude ignorante. Nas sociedades, tudo é dirigido aos jovens que crescem a pensar que são os reis do universo, ao mesmo tempo que os seus estilos de vida vão sendo sustentados pelas gerações mais velhas que também contribuem para o alimentar desta mistificação. Por não pensarem no dia de amanhã, os mais jovens deixam que as sociedades se desregulem, abraçam a selva e a lei do mais forte que vigora. Vai chegar o dia em que estes balões de oxigénio que vão carregando a nossa sociedade se vão, inevitavelmente, esvaziar. Aí, quando as gerações mais jovens deixarem de poder comer na casa dos pais, nesse momento, poderemos observar a verdadeira face do novo mundo do trabalho. Aí, diremos à gente da estirpe de Manuela Ferreira Leite para ir pregar para outra freguesia.

Depois da geringonça

por Amato, em 04.02.18

A sucessão de eventos da política nacional tem concorrido para suportar aquela tese que tem vindo a ser defendida neste blog: o PCP rendeu-se definitivamente a uma posição ora de indisfarçável embaraço, ora de humilhação declarada. É uma humilhação de quem perdeu o pé na estrutura ideológica onde caminha, de quem já não sabe muito bem distinguir entre o essencial e o acessório, confundindo constantemente o último com o primeiro. O essencial é o património ideológico. O essencial é o revolucionar da sociedade burguesa. O acessório é este fogacho de poder e as esmolas que se conseguem conquistar ao poder burguês.

 

Aprovado mais um orçamento de estado, mesmo depois de ter sido enganado pelo governo, em orçamentos anteriores, com a patifaria das cativações, o PCP propôs medidas concretas para regulamentar o código de trabalho. Esta semana, o governo rejeitou todas as medidas apresentadas votando ao lado da direita parlamentar, como aliás tem sido seu apanágio. O mesmo governo que precisa do apoio do PCP para aprovar orçamentos, vota com a direita em tudo o que é política essencial e estrutural, nomeadamente no que diz respeito ao código de trabalho e à segurança social tão essenciais que são para qualquer política séria de redistribuição de riqueza, seja ela qual for. Precisamente por saber disto mesmo, o governo joga à direita. E o PCP encolhe os ombros.

 

Perante isto — que é uma verdadeira afronta política reiterada — o PCP encolhe os ombros; e coloca cartazes que dizem “Nós propusemos, o governo rejeitou”; e põe o Jerónimo em comícios a choramingar as traições da companheira política adúltera. É este o ridículo a que está votado o PCP. É esta a camisa de sete forças na qual o partido voluntariamente enfiou os seus braços. É este o embaraço. É esta a humilhação de um partido que se arrisca a perder tudo, o pouco ou o muito, consoante o ponto de vista, que lhe restava: a sua espinha dorsal.

 

Nas ruas os trabalhadores lutam sozinhos. Na Autoeuropa, na Galp, na Triumph, na Gant e em tantos outros locais, os trabalhadores e trabalhadoras lutam sozinhos. Os sindicatos permanecem adormecidos, inoperantes, paralisados de movimentos. Na Assembleia da República ninguém vale aos trabalhadores. Nenhuma palavra inconsequente lhes vale. Nenhum projeto de lei condenado desde a nascença ao fracasso lhes vale. Eles lutam sozinhos. Nunca conseguirei compreender como esta posição minoritária do PS se transformou numa posição de força inabalável. Nunca conseguirei compreender como uma força real — a força de fazer cair um governo de um momento para o outro — se transformou em fraqueza tão evidente que até soa a cobardia. E acho que muitos outros, como eu, também não.

 

Não sei o que será do PCP depois da geringonça e isso preocupa-me, porque não sei o que será do país sem a força deste pilar ideológico que tanta falta lhe faz. A força de ser diferente, em coerência e em exemplo, esbateu-se. Esbateu-se a frase “estamos ao serviço do povo e dos trabalhadores”. Esbateu-se a frase “nunca tivemos oportunidade de governar”. Esbateu-se até mesmo a frase “somos diferentes”. A oportunidade de ser diferente é agora. A oportunidade de influenciar a governação é agora. A possibilidade de mostrar serviço ao povo trabalhador é agora. É agora e foi ontem e será amanhã num amanhã que se abrevia rapidamente com o passar dos dias.

 

Ao PCP sobrará apenas a esperança de que o eleitorado lhe reconheça alguma influência positiva nesta geringonça que está para acabar e que isso lhe possa valer para voltar mais tarde, mais forte. O PCP, em suma, joga toda a sua mão na memória do eleitorado, coisa peculiar que nunca lhe valeu antes e que não consta que tenha valido alguma vez a alguma força política. Não consta, sequer, que essa massa informe a que se chama de “eleitorado” seja dotada dessa importante faculdade quando, pelo contrário, nas suas ações e dinâmicas se aparenta mais a um peixe de aquário do que a outro animal qualquer.

 

Quando a geringonça acabar o país que restará será um gémeo apalermado e algariado do Portugal de Passos e de Portas. A diferença essencial é esta mesma: um clima económico expansionista, que se vê na concessão desenfreada de crédito — a qual já faz soar campainhas de alarme no Banco de Portugal —, alicerçado numa bolha turística que se agiganta a cada dia que passa, ou seja, alicerçado em coisa nenhuma. A par disto, há as reposições de direitos a reformados e a funcionários públicos. Isto é anedótico para ilustrar uma política socialista séria, para dizer o mínimo. Também é alarmante enquanto política e estratégia económicas a médio e longo prazo. Já este ano começaremos a aferir da consistência desta política quando o Banco Central Europeu começar a cortar na compra de títulos de dívida pública. Também aqui, exigia-se ao PCP uma outra resposta. Acreditar que reposições de salários — ainda por cima setoriais — resolvem, por si só, problemas económicos estruturais é coisa para partidos irresponsáveis e demagogos.

 

Mas a resposta do PCP é outra, é a mesma desde o princípio da geringonça: é ter um pé dentro e outro fora, é dar o aval com uma mão e apontar o dedo com a outra, para tentar passar a ideia desesperada de que tudo o que é positivo a ele se deve, ao mesmo tempo que tudo o que é negativo ao governo deve ser assacado. Tristes figuras, estas que têm os destinos do PCP nas mãos... não percebem que o resultado final será aquele que é rigorosamente simétrico ao que pretendem.

“Toma este texto; lê-o em voz alta; diz-me o que compreendeste.”

por Amato, em 28.01.18

Sou da opinião que, em vez de se fazerem exames para seriar os alunos para o acesso ao ensino superior, deviam ser feitos exames para averiguar o que os alunos realmente sabem quando saem da escolaridade obrigatória. Deviam ser sujeitos a exercícios pragmáticos do género:

 

“Toma este texto; lê-o em voz alta; diz-me o que compreendeste.”

 

Com isto não tenho intenção em defender qualquer tese. Esqueçam qualquer controvérsia.

 

Há coisas para as quais não é necessário grandes ciências. Basta observar, ter olhos na cara e cabeça para pensar. No dia-a-dia, na prática quotidiana, as observações empíricas e o bom senso ganham de goleada a qualquer ciência e a qualquer pseudociência. Estas últimas escudam a sua incapacidade e inépcia gritantes em números mais ou menos manipulados e em interpretações estatísticas grosseiras e enviesadas. Nós não precisamos desses números, nem de qualquer estatística. Temos olhos na cara. Temos cabeça para pensar.

 

“Toma este texto; lê-o em voz alta; diz-me o que compreendeste.”

 

“Não sabes? Não consegues ler duas palavras seguidas sem titubear as sílabas, sem engasgar nessa palavra que nunca viste numa sms?”

 

“E diz-me, o que compreendeste? Sim, o que retiraste disso que te dei? Não sabes? Ah...”

 

“Tens 18 anos já, ou vais fazê-los antes que o ano acabe, e não sabes ler, nem sabes compreender um texto. Quer dizer: sabes gaguejar as letras, és proficiente na escrita de mensagens de texto e a comentar no facebook ou no twitter. Mas não sabes compreender um parágrafo de texto simples, escrito em português simples. Não é um poema de António Nobre. É uma prosa simples. Proficiente! Quer dizer: hábil ou capaz! Já consegues perceber com estas palavras? São mais fáceis de entender? Também não sabes quem é António Nobre? Pois não. Desculpa, foi erro meu pensar o contrário.”

 

“Sabes que já podes ou que poderás votar em breve? E que poderás escolher o governo e as políticas deste país? Sabes que o teu voto valerá tanto quanto o meu? E, todavia, não sabes ler este texto que te dei... Pelo menos já sabes o que significa a palavra proficiente. Eu sei, eu sei... Eu sei que a política é uma seca e não queres saber dela para nada. A questão é que a política é feita de pessoas como tu que se servem de pessoas como tu, que não sabem ler, nem conhecem António Nobre ou o significado da palavra proficiente, apesar de terem doze anos de escolaridade, ou mais...”

A era da pseudociência

por Amato, em 21.01.18

É muito comum referirmo-nos à era moderna como sendo a era do primado da ciência sobre tudo o resto. Mas o que o homem comum desde há muito se habituou a identificar como ciência está mais longe de o ser do que a velhinha alquimia que se praticava nos tempos antigos.

 

Aquilo a que convencionámos chamar de ciência não é mais que um ritual pouco sério e pouco credível. Chamam-lhe método científico e a sua criação foi, no seu tempo, revolucionária. Estabeleceu os princípios para se analisar fenómenos, para se isolar fatores e condicionantes e se poder extrair relações de causalidade efetivas. Nasceu das ciências abstratas e puras e o seu sucesso rapidamente alastrou a todas as áreas do saber, inclusivamente às chamadas ciências sociais e humanas que, por isso mesmo, passaram a exibir orgulhosamente o epíteto “ciência” nunca antes a elas aplicado.

 

A questão é que o método científico não garante nem confere rigorosamente nada a nenhum estudo: não garante qualidade, nem causalidade, nem confere autoridade a nenhuma conclusão que deles se retire. O que faz é estabelecer critérios que mais não são do que bases de aplicação teóricas apenas verificáveis e aplicáveis em trabalhos teóricos de ciência pura. Nas ciências práticas e, sobretudo, nas ciências sociais e humanas, o isolamento de qualquer variável ou a escolha de uma amostra equilibrada é manifestamente impossível o que invalida o método e as conclusões de todo e qualquer estudo. Em bom rigor, estes estudos apenas poderão servir para apontar um caminho ou uma tendência. As suas conclusões reduzem-se a meras sugestões. Isso mesmo: sugestões, não leis.

 

Não é por acaso que a sociedade atual vive assolada por estudos frequentemente contraditórios. Não é por acaso que todos os dias surgem conclusões “científicas” que contrariam as que foram retiradas no estudo anterior. Isto é fruto de um uso errado natural mas também abusivo de um método desadequado. Na era atual governada pela burguesia e pelos seus interesses, a ciência é também uma refém natural. Não só faz um uso do método científico para produzir os resultados esperados pelos seus mecenas como, dentro das suas próprias fronteiras, a competitividade desenfreada e obcecada por resultados rápidos resulta normalmente numa manipulação forçada do método, da escolha enviesada das amostras e num tratamento estatístico abusivo da informação recolhida.

 

Na base de todo o processo reside um objetivo fundamental: o controlo e a manipulação das massas e do seus pensamento. A ciência está reduzida a isto na era moderna: uma pseudociência, uma ferramenta para uma tarefa, um meio para se atingir um fim, longe do conhecimento e da verdade onde a verdadeira ciência deveria residir. Muito longe.

Segurança social de quem?

por Amato, em 07.01.18

Deixem cá ver se eu entendo isto.

 

Este ano a idade da reforma aumenta mais um mês para os 66 anos e 4 meses. No próximo ano aumentará mais um mês, em princípio. Dizem que é devido ao aumento da esperança média de vida. Dizem que é para a segurança social ser sustentável. Confesso que não consigo detetar em meu redor quaisquer sinais, por singelos que sejam, que apontem para esse afamado aumento da esperança média de vida. Pelo contrário, vejo o povo a morrer como sempre morreu e na idade em que sempre morreu. Até me parece ver mais gente a morrer antes do seu devido tempo devido a doenças do foro oncológico. Mas isso são as minhas observações empíricas. Não tenho autoridade científica para contrariar o que é dito nos jornais e que toda a gente repete em forma de lei. E que assim seja: que efetivamente estejamos todos a viver por mais tempo!

 

Já relativamente à questão da sustentabilidade da segurança social... Parece que a sustentabilidade da segurança social só se faz por esta via, isto é, pelo aumento da idade da reforma e pela diminuição consistente das reformas em si. Se não, vejamos: a segurança social continua a financiar a burguesia através de estágios por ela remunerados e de emprego precário via o instituto de emprego; a segurança social continua a desviar milhões para os orçamentos de organizações privadas mais ou menos relevantes como a Raríssimas; a segurança social continua a financiar fundações que vivem exclusivamente da teta estatal e cuja função social é incerta ou desconhecida, como a Fundação Mário Soares, por exemplo.

 

Em suma, a segurança social tem suficientes dotações para anualmente servir de plataforma para o estado roubar o dinheiro do povo e injetá-lo diretamente nos bolsos da burguesia e das sua clientelas politico-económicas para que as primeiras incrementem os seus já gordos lucros e as segundas se sustentem principiscamente. Ao mesmo tempo, esse mesmo povo deve rever as suas expectativas em baixa quanto à sua idade de aposentação e ao valor da sua reforma, pois, se não o fizer, a sustentabilidade da segurança social ficará em risco.

 

O embuste é tal que até dá vontade de rir. O que devia ser o princípio lógico de uma rebelião em grande escala contra quem nos governa é interiorizado e repetido como uma verdade incontestável. Que estranho povo sem caráter e sem espinha nos tornámos!

Janeiro mostra a verdadeira face do sistema

por Amato, em 02.01.18

O mês de janeiro mostra a verdadeira face do sistema, para quem a quiser ver. Os pequenos aumentos salariais veem-se, afinal, abafados pelos generalizados aumentos dos custos dos bens essenciais.

 

É por isto que tantas vezes insisto neste ponto: fazer de pequenas conquistas bandeiras é fatalmente inútil. De pouco vale um aumento de 5% no salário se o custo de vida aumentar 10%. Não deixa de ser uma conquista, bem entendido. Mas também não deixa de ser uma derrota no combate maior por uma distribuição de riqueza mais justa. Todas as medidas têm que ser compreendidas comparativamente nesse contexto económico maior. E não isoladamente.

Ninguém compreende Nash

por Amato, em 29.12.17

John Nash foi um matemático brilhante que marcou a ciência sobretudo pelos seus estudos em Teoria de Jogos. As aplicações da sua teoria inovadora valeu-lhe, em 1994, a atribuição do Prémio Nobel em economia. Mas que teoria foi essa afinal?

 

John Nash

 

A Teoria de Jogos é um ramo da Matemática que se preocupa com o estudo de jogos num sentido lato do termo, isto é, por jogo devemos entender uma competição entre duas ou mais partes. Nash dedicou-se particularmente aos jogos não cooperativos, onde, genericamente, cada parte atua individualmente em competição. Ao contrário do paradigma até então que defendia que cada parte competia pelo prémio máximo procurando eliminar os adversários dessa forma retirando-lhes qualquer ganho, Nash defendeu na sua tese de doutoramento que, pelo contrário, as partes tendiam a chegar a um entendimento, ou acordo, que permitisse a todas não perder e a garantir ganhos estáveis e repartidos. Este entendimento é chamado de equilíbrio de Nash e as suas aplicações à economia são evidentes. Mais: a existência do equilíbrio de Nash é natural e espontâneo: chama-se cartel ou cartelização. A título de exemplo, veja-se o que sucede com o preço da gasolina previamente acordado por todas as marcas fornecedoras. É igual, não é? Mas não devia ser. É o equilíbrio de Nash!

 

O problema é que ninguém compreende Nash, verdadeiramente. Ninguém compreende o alcance da sua teoria e do seu equilíbrio, por muitas vezes que vejam Uma Mente Brilhante. O equilíbrio de Nash diz-nos uma coisa tão simples quanto isto: a existência do mercado livre é uma mera abstração. Não tem correspondência com o real.

 

No ano novo que aí vem vamos ser confrontados novamente com uma nova manifestação do equilíbrio de Nash. Face aos aumentos obscenos das tarifas da eletricidade na EDP que se anunciam, os nossos governantes, impotentes e serventuários perante o poder económico, mandam-nos procurar alternativas na concorrência. Vamos, então, ficar muito admirados quando comprovarmos que toda a chamada “concorrência” do mercado da eletricidade vai oferecer preços muito semelhantes aos praticados pela EDP.

 

É o capitalismo no seu esplendor! Nash explica-o.

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